Apesar de não ter estado presente no Plenário de militantes realizado, sexta-feira, por me encontrar em Lisboa, consegui saber que afinal a derrota do PSD na Mealhada não se deveu a uma má escolha (imposição) do candidato à Câmara nem dos erros cometidos por ele e pela (sua) Comissão Política. Carvalheira quis passar por entre os "pingos da chuva" como se nada tivesse feito de errado. Enfim, houve até quem teorizasse sobre os resultados como se tivessem sido autênticas vitórias. A derrota deve-se sobretudo a Carvalheira e à sua estratégia suicida - ataques pessoais, ideias mal concebidas e pior apresentadas, e, à falta de reconhecimento público de qualidades ou perfil para ocupar o lugar. Restava por isso uma única saída digna, a demissão. Mas, infelizmente para o PSD e para o concelho, que precisa de uma oposição séria e forte, Carvalheira parece querer manter o pequeno poder de tentar controlar a Comissão Política. Pensa que tem condições de preparar o futuro, e, mesmo depois de não assumir a responsabilidade de ser Vereador e virar as costas aos eleitores (uma vez mais), ainda sente legitimidade de querer continuar a dizer àqueles que assumiram os lugares o que devem fazer. Quer continuar a reunir uma Comissão Política que ninguém sabe se reúne mas que toda a gente sabe que a maioria dos seus elementos não participa em nada e nem sequer são informados de nada. Enfim, está apenas a destruir toda a credibilidade e respeito que foram conquistados a pulso, com muito trabalho e com muita dedicação. Estes resultados provaram que Carvalheira e o seu "consiliere mor" nada percebem de política. O que mais me admira já nem é o facto de Carvalheira estar agarrado ao lugar, nem que, alguém o queira manter por saber que literalmente decide por ele. O que mais me admira é que pessoas que considero, continuem a apoiar esta estratégia, tão destrutiva, apenas por receberem falsas promessas ou por terem criado algumas dependências, porque nenhum deles reconhece a Carvalheira as minimas condições para liderar o PSD.